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quinta-feira, 11 de julho de 2019

fases da guerra civil em mocambique resuno


Resumo
Guerra civil moçambique

No primeiro ponto fez se apresentação dos moderadores que são: mestre Litsure, mestre Euclídio Cossa que é psicológo, mestre Matsimbe, Doutor Luís Herinque Passador que é docente e pesquisador da universidade Pedagógica Brasileira , e estudantes de curso de História. O encontro foi de interação como tema “A GUERRA CIVIL”.
Onde o primeiro apresentador falou de”como está sendo abordada a guerra civil”. Onde disse a guerra como externa e como estabilidade, onde começa a formação dos movimentos nacionalistas a sua unificação a concepção do projecto da nação moçambicana até mais ou menos o inicio da década de 1990 e também foi publicado o livro que é ponto de viragem com titulo “causas das armas em Moçambique a antropologia da guerra civil”
Segundo apresentador, mestre Euclídio Cossa que é docente psicólogo, onde esteve a falar das traumas. Trauma é uma ferida que é provocado dentro do nosso psíquico, os traumas fazem parte da construção das nossas vidas. Ele disse também que a paz é uma otopia para a realidade moçambicana e para os povos Africanos, a sociedade vive em conflito vive mais a guerra do que a paz. A guerra estava mais centrada nas zonas rurais, enquanto que nas zonas urbanas estava calma
Nos últimos anos tem falado directamente dos conflitos que tem marcado muito em Moçambique que é a FRELIMO e a RENAMO. Se olhar um pouco mais para as grandes concentrações o conflito começa também neste ponto, esta guerra teve seu cessato por conta da queda dos grandes dois regimes estamos a falar de apartheid e.
Falou se também de Tempos de fúria livro Massacre de Homoine de 1987, este livro trás acontecimentos tristes, reflete aquilo que a guerra traz como consequência. Tempos de fúria nasceu em 2007 momento em que doutor Luís esteve em Homoíne para uma pesquisa, a menos de 6 meses a obra já estava escrita e em 2012 teve um mafioso que lhe borlou e em 2013 o livro foi laçado, tempos de fúria é composta por precidentes de massacre. E por fim entendi que a Guerra Civil Moçambique , marcado por longa guerra cujos principais protagonistas foram a Renamo e as forças govermentais, esta a braço com novo foco de violência armada .

domingo, 16 de junho de 2019

Massacre de Homoine de 1987

Introdução

No dia 18 de julho de 1987, ocorreu em Homoine, na região sul do país, o maior massacre da história de Moçambique independente. De acordo com a Agência de Informação de Moçambique (AIM), o jornal Washington Post Service, e a revista Tempo, entre outros órgãos de informação, cerca de 500 homens armados invadiram a vila de Homoine. Segundo todas essas fontes, esses homens eram da Renamo. Apesar dessas informações, a Renamo nunca assumiu a responsabilidade do massacre. Os paramilitares permaneceram na vila mais de dez horas. Durante esse período, entraram em confronto com as forças militares do governo e, em sua retirada, deixaram mais de 400 mortos.

Como uma das piores atrocidades cometidas pelos rebeldes durante o conflito do MNR-governo. Os agressores mataram mais ou menos todo mundo que puderam encontrar que não fugiram ou se esconderam, e o número oficial de mortos chegou a 424 pessoas, incluindo mulheres, crianças e hospitalizados. Posteriormente, algumas tentativas foram feitas pela Renamo para alegar que o massacre foi cometido por tropas do governo, mas estas permanecem em grande parte não convincentes.

Objectivos

Geral


 Analisar o Massacre de Homoine de 1987.

Específicos

 Indicar as causas do massacre de Homoine;

 Descrever o massacre de Homoine;

 Explicar as consequências do massacre de Homoine.

Metodologias

A análise bibliográfica constituiu foco de análise neste trabalho como forma de confrontar ideias de diversos autores e chegar a uma conclusão consensual sobre esta abordagem.


1. Massacre de Homoine 1987


Antecedentes

Imediatamente a seguir à independência do Moçambique, alguns militares (ou ex-militares) portuguesese dissidentes da FRELIMO instalaram-se na Rodésia, que vivia uma situação de "independência unilateral" não reconhecida pela maior parte dos países do mundo. O regime de Ian Smith, já a braços com um movimento interno de resistência que aparentemente tinha algumas bases em Moçambique, aproveitou esses dissidentes para atacar essas bases. (BRAGA, 2012:5)



sexta-feira, 25 de maio de 2018

História de Mocambique


História de Mocambique
Resenha histórica do país desde o período colonial até ao período pós – independência.

Período Pré-Colonial

Os primitivos povos de Moçambique eram bosquímanos caçadores e recolectores. 

As grandes migrações entre 200/300 DC dos povos Bantu de hábitos guerreiros e oriundos dos Grandes Lagos, forçaram a fuga destes povos primitivos para as regiões mais pobres em recursos. 

Antes do séc. VII, foram estabelecidos Entrepostos comerciais pelos Suahil-árabes na costa para trocar produtos do interior, fundamentalmente ouro e marfim por artigos de várias origens.


Penetração Colonial


Penetração Colonial
No final do séc. XV há uma penetração mercantil portuguesa, principalmente pela demanda de ouro destinado à aquisição das especiarias asiáticas.

Inicialmente, os Portugueses fixaram-se no litoral onde construíram as fortalezas de Sofala (1505), Ilha de Moçambique(1507). Só mais tarde através de processos de conquistas militares apoiadas pelas actividades missionárias e de comerciantes, penetraram para o interior onde estabelecerem algumas feitorias como a de Sena (1530), Quelimane (1544).

O propósito, já não era o simples controlo do escoamento do ouro, mas sim de dominar o acesso às zonas produtoras do ouro. Esta fase da penetração mercantil é designada de fase de ouro. As outras duas últimas por fase de marfim e de escravos na medida em que os produtos mais procurados pelo mercantilismo eram exactamente o marfim e os escravos respectivamente.

O escoamento destes produtos acabou sendo efectivado através do sistema de Prazos do vale do Zambeze que teriam constituído a primeira forma de colonização portuguesa em Moçambique. Os prazos eram uma espécie de feudos de mercadores portugueses que tinham ocupado uma porção de terra doada, comprada ou conquistada.

A abolição do sistema prazeiro pelos decretos régios de 1832 e 1854 criou condições para a emergência dos Estados militares do vale do Zambeze que se dedicaram fundamental ao tráfego de escravos, mesmo após a abolição oficial da escravatura em 1836 e mais tarde em 1842.

No contexto moçambicano as populações macúa-lómué foram as mais sacrificadas pela escravatura. Muitos deles foram exportadas para as ilhas Mascarenhas, Madagáscar, Zanzibar, Golfo Pérsico, Brasil e Cuba. Até cerca de 1850, Cuba constituía o principal mercado de escravos Zambezianos.

Com o advento da conferência de Berlim (1884/1885), Portugal foi forçado a realizar a ocupação efectiva do território moçambicano. Dada a incapacidade militar e financeira portuguesa, a alternativa encontrada foi o arrendamento da soberania e poderes de várias extensões territoriais a companhias majestáticas e arrendatárias.

Companhia de Moçambique e a Companhia do Niassa são os exemplos típicos das companhias majestáticas. Companhia da Zambézia, Boror, Luabo, sociedade do Madal, Empresa agrícola do Lugela e a Sena Sugar Estates perfazem o exemplo des de companhias arrendatárias.

O sistema de companhias foi usado no Norte do rio Save. E, estas dedicaram-se principalmente a uma economia de plantações e um pouco do tráfego de mão de obra para alguns Países vizinhos. O Sul do Rio Save (províncias de Inhambane, Gaza e Maputo) ficaram sob administração directa do Estado colonial.

Nesta região do País foi desenvolvida basicamente uma economia de serviços assente na exportação da mão de obra para as minas sul-africanas e no transporte ferro-portuário via Porto de Maputo.Estada divisão económica regional explica a razão da actual simetria de desenvolvimento entre o Norte e o Sul do País.

A ocupação colonial não foi pacífica. Os moçambicanos impuseram sempre lutas de resistência com destaque para as resistências chefiadas por Mawewe, Muzila, Ngungunhane, Komala, Kuphula, Marave, Molid-Volay e Mataca. Na prática a chamada pacificação de Moçambique pelos portugueses só se deu no já no séc. XX.

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