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terça-feira, 17 de setembro de 2019

Causas da partilha de África


Após a conferência de Berlim, com a deliberação do princípio de ocupação efectiva, as potencia europeias aceleraram a corrida para África para concretizarem projectos ambiciosos como:
Projecto Francês (Missão Marchand) que visava fazer a ligação do rio Congo ao Nilo e Dacar;
Projecto Português – Mapa cor-de-rosa, destinado apara fazer ligação das suas colónias de Angola e Moçambique;
Projecto Inglês dirigido por Cecil Rhodes que consistia na construção de uma linha ferroviária ligando a cidade do Cabo (África do Sul) e Coiro (Egipto).
Causas da partilha


A partilha de África foi motivada por factores de ordem económica, politica, social e estrutural.
A evolução capitalista – através da revolução industrial, tornou se inevitável a divisão e partilha da África pelas potencias europeias devido às crescentes necessidades em termos de matéria-prima, expansão do mercado para escoamento de produtos manufacturados, novos campos de investimentos de capitais e de mão-de-obra barata para minimizar os custos de produção e fazer face às organizações da classe operaria europeia que exigia melhores salários e mulheres condições de vida. Assim, para pôr fim a esses aspectos, a única solução era colonizar a África;
Competição entre as potências europeias – motivados pelo nacionalismo europeu na luta pele superioridade económica e politica na Europa, o que implicava o controlo político e económico dos territórios africanos, ou seja, quem tiver poder político na África, o teria na Europa também;
As obras missionaria – foram levadas a cabo por missionários europeus encorajando o estabelecimento do controlo europeu em África. O trafico de escravos e a expansão do Islão, levaram os europeus a considerar a sua presença, um dever moral e cristão de suporte à evolução e melhoramento da vida da população marginalizada pela historia da civilização;
Divisão e atraso tecnológico de África – as sociedades africanas não estavam em condições de resistir com eficácia à acção imperialista devido à sua estruturação e isolamento (falta de unidade) nem tinham meios (armas, comunicação) para fazer;
Aliança com os chefes Africanos – os chefes africanos que não queriam perder o seu privilegio alindo-se aos europeus, contribuíram para o fracasso da resistência desse povo.
Formas de conquista
No processo da conquista reocupação de África, os europeus adoptaram fundamentalmente duas formas de conquista:
Tratados (diplomacia): foi o método mais privilegiado já que os europeus não pretendiam fazer grandes esforços financeiros nem humanos pela colonização de África, os tratados podem ser Bilaterais (entre dois países europeus), multilaterais (entre vários países europeus), que tinham validades jurídica e eram espetados pelas potências europeias e afro-europeus que muitas das vezes foram anuladas. Neste tipo de tratado, os africanos faziam tantas concessões que acabavam perdendo a sua soberania.
Incursões militares: esta estratégia era usado em caso de, a primeira (tratado) não surtisse efeito devido à resistência dos africanos, e os europeus viam se obrigados a recorrer à força das armas. Devido às disputas comercias ou pelo trono entre dois reinos africanos ou um e seus vassalos, as potencias adoptaram a estratégia dividir para reinar apodando uma das forças africanas em conflito, ora apoiando a outra, como forma de enfraquecer as duas e pôr fim  dos dois assim dominando o território e os povos africanos.


Caracteristicas do Renascimento

Caracteristicas do Renascimento

Antropocentrismo - os renascentistas eram antropocêntricos, para eles o homem deveria estar no centro das atenções. Ou seja o homem medieval era culturalmente subordinado a igreja.
O homem renascentrica já representeava o Burguês que vivia na cidade e tinha uma cultura desvinculada da igreja.

Empirismo- para os renascentricas a verdadede era empírica, ou seja fruto da experimentação e da observação, aliada ao uso da razão.
O ideal da universalidade - para os renascentricas a pessoa podia conhecer tudo que lhe fosse apresentado. O ser humano ideal era aquele que conhecia todas as ciência e todas as artes.

O Herdonismo - representou o “culto ao prazer”, ou seja, a ideal de que o homem pode produzir o belo, pode gerar uma obra apenas pelo prazer que isso possa lhe proporcional.


As principais características do Renascimento, valores renascentistas, ideias e visão de mundo. - Valorização da estética artística da antiguidade clássica (greco-romana). ... Os renascentistas defendiam a ideia de que há explicação científica para a maioria das coisas.

As obras renascentistas (pinturas, esculturas, livros) apresentavam características comuns como: - Antropocentrismo: valorização das capacidades artísticas e intelectuais dos seres humanos. - O uso da estética da cultura greco-romana, principalmente a busca da perfeição na elaboração de esculturas e pinturas.

O Renascentismo, também conhecido como Renascimento ou Renascença, é o período de transição entre a Idade Média e a Idade Moderna, que ocorreu principalmente na Itália, e se alastrou por toda a Europa. Importantes acontecimentos artísticos e culturais marcaram esse momento, e invadiram o ocidente do século XV.

As principais características da arquitetura renascentista são: Retomada dos modelos clássicos. Visão humanista e racionalista. Uso da matemática e da geometria.

Recebe o nome de antropocentrismo a ideia, surgida na Europa do fim da Idade Média, que considera o Homem o centro do cosmos. O antropocentrismo sugere que o homem deve ser o centro das ações, da expressão cultural, histórica e filosófica.

As principais características das pinturas de Leonardo da Vinci: utilização da técnica artística da perspectiva, uso de cores próximo da realidade, figuras humanas perfeitas, temas religiosos, uso da matemática em cálculos artísticos, imagens principais centralizadas, paisagens no fundo, figuras humanas com com .

Aspectos estéticos das obras renascentistas, valores, princípios, principais artistas do Renascimento Cultural. O Renascimento Cultural foi um importante movimento cultural que ocorreu na Europa entre os séculos XIV e XVI.

O movimento artístico que chamamos “Renascimento” nasceu na Itália, em Florença, nas primeiras décadas do século XV. ... Além de reviver a antiga cultura greco-romana, ocorreram nesse período muitos progressos e incontáveis realizações no campo das artes, da literatura e das ciências, que superaram a herança clássica




Impactos ambientais da actividade mineira

Para explorar a maioria dos minerais, temos necessidade de extrair uma grande quantidade de material do subsolo. O material que não é utilizado (ganga) são depositados nas escombreiras. Como nas escombreiras há presença de compostos tóxicos e são muito instáveis, normalmente, não existe vegetação.


À actividade extractiva podemos associar outros impactes, que podem permanecer por longos períodos de tempo, mesmo depois do encerramento da mina.
Impactos associados à actividade extractiva:

Libertação de compostos químicos tóxicos (óleos, solventes ácidos utilizados no processamento do minério);
Formação de águas de drenagem ácidas (principalmente em explorações de minérios metálicos ricos em sulfuretos (Ex: Pirite);
A água ácida pode dissolver outros elementos como o cobre e o bronze;
A acidificação das águas e grandes quantidades de metais pesados poluem muito e afectam os ecossistemas.
Erosão do material que compõe as escombreiras pela acção do vento e da água;
Modificação dos ecossistemas.
Fissuração e fractura no local, alterando os padrões de escoamento subterrâneo da água;
Modificação do leito dos rios com a exploração de areias em meios fluviais;
Poluição;
Os trabalhadores estão expostos a substâncias, radiações e/ou partículas que podem causar doenças. (Ex:Silicose).

A Crises do Capitalismo: causas da Crise do Capitalismo

Ao longo de todo o século XIX deu-se uma expansão industrial, económica e financeira. Todavia este crescimento económico ocorreu de forma instável registando-se crises ao longo do mesmo século.


Analisando a economia deste século (XIX), registou-se uma evolução positiva, mas se olhando para a economia em ciclos mais curtos (5, 10 e 50 anos) verifica-se flutuações no crescimento. Ao longo do século geraram-se crises económicas que afectaram as diversas indústrias assim como a qualidade de vida da população.
No século XIX, verifica-se pela primeira vez crises cíclicas criadas pelas próprias condições de vida deste século (crises do capitalismo). Temos crises de superprodução, na qual, existe uma produção muito superior em relação à procura:
Excesso de produção – a oferta excedia a procura
Acumulação de stocks, conduzindo a uma deflação nos preços pois existia uma grande quantidade de produtos, levando os produtores a baixar o preço para poder escoar os seus produtos.
Diminuição das vendas, obrigando as empresas a cortar nas despesas
Aumento do desemprego ou lockout, as empresas despediam parte dos seus trabalhadores ou reduziam os horários pois eram obrigadas a diminuir a produção.
Falências – muitas empresas faliam ou eram compradas por grandes grupos que através destas crises fortaleciam o seu poder no mercado.
Esta crises foram bastante frequentes o longo do século XIX. Muitos dos grandes grupos empresariais (concentrações verticais) saiam fortalecidos destas crises pois adquiriam indústrias e outras empresas a preços reduzidos tendo um maior controlo do mercado (monopólio).
O século XIX foi também marcado por crises de subsistência (crises ocorridas em economias pré-industriais):
Agricultura como sector económico predominante
Escassez de produção, uma vez que, a produção é arcaica e tradicional estando dependente do clima.
Dependência do clima conduzindo a maus anos agrícolas.
Aumento dos preços dos produtos conduzindo à fome e a um aumento da mortalidade.

Aumento dos salários pois os trabalhadores são menos, logo a mão-de-obra é mais reduzido por isso mais cara.




Independência da América Espanhola: Objetivo, Conflitos, Causas, Fases, Doutrina Monroe e Consequências


Objetivo básico das Metrópoles

A colonização da América Latina foi essencialmente a de exploração. As metrópoles não tiveram intenção de alguma de construir nações fortes e desenvolvidas nessa parte das Américas. A política metropolitana era exactamente bloquear qualquer desenvolvimento autônomo da colônia.
A finalidade das metrópoles foi o de explorar o máximo das riquezas, das terras para latifúndio em benefício próprio.
Conflitos entre as colónias e metrópoles
Depois do primeiro século de colonização baseada na exploração começaram a surgir conflitos entre as colónias e as metrópoles. As raízes desse conflito encontravam-se no próprio sistema colonial, ou seja, na forma de opressão das colónias através do pacto colonial.
Pacto colonial
O Pacto colonial era o monopólio comercial entre as metrópoles e suas colónias. Ele determinava que a colónia só poderia comercializar com sua metrópole.
Rebeliões na América Latina
Toda essa situação de opressão resultou em várias rebeliões na América Latina, dominada por portugueses e espanhóis.
As rebeliões foram promovidas pelas elites locais ligadas ao comércio. A principal razão das revoltas era defender os interesses dessas classes privilegiadas e por fim colocou em crise o sistema colonial.
Causas que contribuíram para as independências

Crise do sistema colonial: As elites locais e suas rebeliões proporcionaram que o próprio sistema colonial fosse questionado.
Iluminismo e Revolução Francesa: Forneceram as ideias de liberdade política e económica.
Revolução Industrial Inglesa: Promoveu um grande aumento na produção e para que as mercadorias fossem exportadas era preciso abrir os mercados americanos fechados pelo Pacto colonial.
Domínio Francês sobre a Espanha: O trono espanhol foi ocupado por José Bonaparte, irmão de Napoleão, em 1808. Esse fato enfraqueceu a administração espanhola sobre as colónias o que favoreceu a luta pelas independências.
Independência dos Estados Unidos da América: Este promoveu a motivação para a Independência espanhola e portuguesa.
Fases
O processo de independência das colónias espanholas pode ser dividido em três fases.
1ª fase (1780-1810)
1780 – Rebelião no Peru liderado por um líder local chamado Tupac Amaru. O movimento foi reprimido pelos espanhóis e o líder da revolta foi preso e morto.
1804 – Independência do Haiti: Escravos negros se revoltam contra a elite branca que foi expulsa da ilha. Ela esteve unida com a República Dominicana entre 1822-1844. Em 1859 tornou-se uma república.
A população do Haiti actualmente é predominantemente negra compondo-se de 99% de negros e 1% de mulatos.
2ª fase (1810-1816)
Os movimentos de emancipação foram reprimidos pelas tropas espanholas. A principal causa do fracasso foi a falta de apoio dos países estrangeiros.
3ª Fase (1817-1828)
Reorganização dos movimentos de emancipação, que contavam com o apoio da Inglaterra e EUA.
Nessa fase destacaram-se:
Simón Bolívar: Responsável pela libertação da Venezuela, Colômbia e Equador.
José de San Martín: Responsável pela libertação da Argentina, Chile e Peru.
Agustín Itúrbide: Responsável pela libertação do México.
Somente Cuba e Porto Rico ainda permaneceram sob o domínio espanhol.

Cuba - 1898
Cuba a maior ilha do Caribe foi descoberta em 1492 por Cristóvão Colombo. Sendo ocupada por espanhóis que utilizavam a ilha para produzir cana-de-açúcar e tabaco.
A luta pela independência cubana deu-se com a ajuda dos norte-americanos interessados em manter sua hegemonia sobre a ilha. Finalmente em 1898 conseguiu sua emancipação em relação à colónia espanhola. Porém, de 1902-1959 os EUA apoiaram uma sucessão de governos corruptos e sem ligação com o social.
A história cubana começa a tomar outro rumo quando em 1959 houve a Revolução Cubana liderada por Fidel Castro que terminou por instaurar o Regime Socialista em Cuba.
Doutrina Monroe - 1923
Em 1823, com a proclamação da Doutrina Monroe pelos EUA, a independência da América tornou-se irreversível.
Em 1823, o presidente James Monroe, em mensagem ao congresso, anunciou a disposição dos Estados Unidos em impedir qualquer país europeu de estabelecer colónias na América ou intervir em suas questões internas.
Essa mensagem ao Congresso americano, ficou conhecida como a Doutrina Monroe, e seu lema era: a América para os americanos. No entanto, seu verdadeiro significado era: a América para os Estados Unidos.
Divisão em vários países
Os líderes responsáveis pela independência da América Espanhola, como Simon Bolívar, desejavam manter ao menos a unidade dos antigos vice-reinos, mas suas tentativas malograram, pois uma série de guerras civis eclodiu culminando com a fragmentação em diversos estados comandados por lideranças locais.
Sob iniciativa do próprio Bolívar ocorreu a formação da Grande Colômbia formada pela Colômbia, Panamá, Venezuela, Equador e Peru, porém divergências internas culminaram na fragmentação em vários países.
 Governo – Aristocracia Criolla
Os governos da América Espanhola foram assumidos pelos descendentes de espanhóis nascidos na América, os criollos. Eles formavam a classe dominante durante o período colonial e continuaram após as emancipações.
 Independência Restrita - o sonho frustrado da maioria do povo
A independência na América Latina não recompensou os pobres, os expropriados, nem aqueles que realmente lutaram contra o poder espanhol nos campos de batalha.
Quando a paz chegou, após a independência, os donos de terra e os grandes mercadores aumentaram suas fortunas, enquanto se ampliava a pobreza das massas populares oprimidas.
A burguesia latino-americana, verdadeira legião de parasitas, comemorou a independência em taças de cristal britânicas. Puseram em circulação as palavras de ordem da burguesia europeia. E nossos países punham-se ao serviço dos industriais ingleses.
A América Latina logo teve suas Constituições burguesas envernizadas de liberalismo, mas não teve uma burguesia criadora, no estilo europeu ou norte-americano, que se propusesse à missão histórica do desenvolvimento de um capitalismo nacional vigoroso.
As burguesias latino-americanas nasceram como simples instrumentos do capitalismo internacional. Foram simples peças da engrenagem mundial. Assim, uma série de frustrações sucedeu à independência. Frustração económica, social e nacional.

Fpnte:
independenciaamericaespa.blogspot.com.br/2016/03/independencia-da-america-espanhola.htmlhttps://blogdoenem.com.br/america-colonial-espanhola-francesa-inglesa-holandesa/


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