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terça-feira, 12 de agosto de 2025

EXAMES DA 12ª CLASSE 2015

 EXAMES DA 12ª CLASSE 2015


EXAME FINAL DE INTRODUÇÃO A FILOSOFIA 1ª ÉPOCA  12ª CLASSE 2015.pdf

📚 Exame Final de Introdução à Filosofia – 12ª Classe (1ª Época, 2015)

Se você está a preparar-se para os exames da 12ª classe, este material vai ser uma ferramenta valiosa para os seus estudos. Trata-se do Exame Final de Introdução à Filosofia – 1ª Época, realizado no ano de 2015, documento oficial que seguiu o programa do ensino secundário moçambicano e aplicado em todas as escolas que ministram esta disciplina.

🧠 Por que estudar por exames anteriores?

Revisar exames de anos anteriores é uma das estratégias mais eficazes para obter bons resultados. Isso porque:

Permite entender o estilo das questões e o nível de profundidade exigido;

Ajuda a identificar os temas mais recorrentes no conteúdo programático;

Facilita a gestão do tempo durante a prova, praticando com perguntas reais;

Desenvolve a habilidade de argumentar e organizar ideias, essencial para Filosofia.


📌 Conteúdo abordado no exame

O exame de 2015 traz perguntas que exploram conceitos centrais da Filosofia, como:

Definição e importância da Filosofia;

Principais correntes filosóficas;

Contributos de pensadores clássicos e contemporâneos;

Relação entre Filosofia, ciência e sociedade;

Questões de reflexão e interpretação de textos filosóficos.


Cada questão foi pensada para testar não apenas o conhecimento teórico, mas também a capacidade de análise crítica e raciocínio lógico do estudante.

📥 Baixe o exame em PDF

Você pode aceder ao documento completo no link abaixo e começar já a sua preparação:
👉 Baixar Exame Final de Introdução à Filosofia – 12ª Classe (2015)

💡 Dica extra

Ao estudar, tente responder às questões sem consultar o material. Depois, compare as suas respostas com as fontes de estudo e veja onde pode melhorar. Quanto mais simulações fizer, maior será a sua confiança no dia do exame.

quarta-feira, 19 de outubro de 2022

Exame de Filosofia 12 classe 2019 Pdf

  

Exame de Filosofia  1ª época  12ª Classe 2019


Olá caro estudante, seja bem-vindo a presente site, aqui terá a oportunidade de Turbinar os seus estudos isto é, poder ter acesso a material académico para preparação de exames finais, visto que prepara-se melhor quem consegue ter visão do que vai sair nos exames a fazer.

O presente conteúdo foi preparado pela nossa equipe com fins para uso académico, o mal uso do presente material não é de nossa responsabilidade, use o material com toda cautela, e partilhe em grupos de Whatsapp e redes sociais para que os outros tenham acesso ao material.




DOWNLOAD EXAMES DA 12ª CLASSE 2019 1ª ÉPOCA PDF



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sábado, 15 de outubro de 2022

EXAME Filosofia 12ª classe 2021 Pdf

Baixar de Introducao a Filosofia   12ª classe  1ª época 2021 PDF

Para se prepar melhor aqui vai uma dica,  refazer os exames ja feitos os anos anteriores, aqui tem todos exames foitos nos ano 2021 em pdf asim tera a chanse de ter is  melhores resultados nos exames finais que estao prestes a decorer.

A principal meta da educação é criar homens que sejam capazes de fazer coisas novas, não simplesmente repetir o que outras gerações já fizeram. Homens que sejam criadores, inventores, descobridores. A segunda meta da educação é formar mentes que estejam em condições de criticar, verificar e não aceitar tudo que a elas se propõe.(Jean Piaget)


Baixar de Introducao a Filosofia   12ª classe  1ª época 2021











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quarta-feira, 5 de outubro de 2022

Exame de Introducao a Filosofia 12ª classe 1ª época 2020

 Exame de Introducao a Filosofia   12ª classe 1ª época 2020










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terça-feira, 17 de maio de 2022

O IMPERIALISMO FASE SUPERIOR DO CAPITALISMO

 Breve Preâmbulo da obra

Este livrinho, como se disse no prefácio da edição russa, foi escrito em 1916 tendo em conta a censura tzarista. Actualmente é-me impossível refazer todo o texto, trabalho que, de resto, talvez fosse inútil, visto o principal objectivo do livro, hoje como ontem, consistir em mostrar, com a ajuda dos dados gerais, irrefutáveis, da estatística burguesa e das declarações dos homens de ciência burgueses de todos os países, um quadro de conjunto da economia mundial capitalista nas suas relações internacionais, nos princípios do século XX, em vésperas da primeira guerra imperialista mundial.

Até certo ponto será mesmo útil a muitos comunistas dos países capitalistas avançados persuadirem-se, com o exemplo deste livrinho, legal do ponto de vista da censura tzarista, de que é possível - e necessário - aproveitar mesmo os pequenos vestígios de legalidade que ainda lhes restam, por exemplo na América actual ou em França, depois das recentes prisões de quase todos os comunistas, para demonstrar toda a falsidade das concepções sociais-pacifistas e das suas esperanças numa - democracia mundial. Tentarei dar neste prefácio os complementos mais indispensáveis a este livro que em tempos passou pela censura.

 

 

A guerra de 1914-1918 foi, de ambos os lados, uma guerra imperialista (isto é, uma guerra de conquista, de pilhagem e de rapina), uma guerra pela partilha do mundo, pela divisão e redistribuição das colónias, das, esferas de influência, do capital financeiro, etc.

É que a prova do verdadeiro carácter social ou, melhor dizendo, do verdadeiro carácter de classe de uma guerra não se encontrará, naturalmente, na sua história diplomática, mas na

Análise da situação objectiva das classes dirigentes em todas as potências beligerantes. Para deflectir essa situação objectiva há que colher não exemplos e dados isolados (dada a infinita complexidade dos fenómenos da vida social, podem-se encontrar sempre os exemplos ou dados isolados que se queira susceptíveis de confirmar qualquer tese), mas sim, obrigatoriamente, todo o conjunto dos dados sobre os fundamentos da vida económica de todas as potências beligerantes e do mundo inteiro. (p.581)

 

A paz de Brest-Litovsk, ditada pela Alemanha monárquica, e depois a paz, muito mais brutal e infame, de Versalhes, ditada pelas repúblicas “democráticas” da América e da França e pela “livre” Inglaterra, prestaram um serviço extremamente útil à humanidade, desmascarando os coolies da pena a soldo do imperialismo do mesmo modo que os filisteus

Reaccionários que, embora dizendo-se pacifistas e socialistas, entoavam louvores ao “wilsonismo”e procuravam mostrarem que a paz e as reformas são possíveis sob o imperialismo.

 

Em Kautsky e em toda gente do seu género, tais concepções são precisamente a abjuração completa dos fundamentos revolucionário do marxismo que esse autor defendeu durante dezenas de anos, sobretudo, diga-se de passagem, em luta contra o oportunismo socialista (de Bernstein, Millerand, Hyndman, Gompers, etc.). Por isso não é obra do acaso que os “kautskistas” de todo o mundo se tenham unido hoje, no terreno da política prática, aos oportunistas extremos (através da II Internacional, ou Internacional. amarelo e aos governos burgueses (através dos governos de coligação burgueses com participação de socialistas).


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quarta-feira, 2 de junho de 2021

ESTADO

 

Índice

Ficha de Leitura sobre criacao do estado. 1

1.  Introdução. 2

2.  O Contrato para Thomas Hobbes. 3

3.  O Contrato para John Locke. 4

4.  O Contrato para Rousseau. 5

5.   Conclusão. 7

Bibliografia. 8

 

 

Ficha de Leitura sobre criacao do estado

O ensaio tem o objetivo de demonstrar os diferentes modos de intervenção estatal e as formas diversas que sustentam a soberania do Estado de Sociedade e do Contrato Social de Rousseau na medida em que o indivíduo passa a se organizar em sociedade.

Palavra-chave: Contratualismo, Contrato Social, Pacto, Estado de Sociedade, Estado, Soberania, povo.

1.  Introdução

O Contratualismo se desenvolveu entre os séculos XVI e XVIII e passou a analisar o indivíduo em que se encontrava deslocado de seu estado de natureza e inserido em uma sociedade abalizada pelo surgimento do estado civil moderno. Em resumo, a referida escola parte de um determinado momento em que não existe o Estado, situação na qual o indivíduo vive em seu estado de natureza, utilizando-se de leis naturais para reger sua conduta.

Por motivos diversos, determinados indivíduos decidem se organizar e criar a instituição “Estado”, que tem suas regras pactuadas através de um contrato, o chamado contrato social, que segue determinadas características de acordo com o autor analisado. Tal contrato institui o Estado Civil Moderno e as diferentes formas de intervenção e soberania deste (administração estatal), assim como suas consequências e mecanismos legitimadores ante os indivíduos.

 

No período temos três principais autores que abordavam o tema de maneira acentuadamente diversa, seriam eles Thomas Hobbes, John Locke e Jean-Jacques Rousseau, que tinham em comum a ideia de estado de natureza e a formação do estado civil moderno de forma divergente, sendo o objetivo do presente ensaio fazer uma explanação dos diferentes tipos de abordagem.

 

Entre os autores podemos notar de forma clara que a interferência estatal na sociedade, principalmente no tocante do exercício da soberania, é um ponto essencial para a compreensão de como Estado intervém na liberdade do indivíduo inserido dentro de tal artificialidade, assim como sua expressão ideal e seus mecanismos capazes de organizar a vida em sociedade, na medida em que os indivíduos passam a se organizar ao longo do tempo fora de um estado natural, sendo considerado impossível seu retorno, segundo Rousseau.

Dessa forma, procuro demonstrar as diferenças e semelhanças no tocante do exercício da soberania para cada autor e como isso impacta no âmbito da intervenção estatal na sociedade e qual seria sua identidade em relação aos indivíduos desta quando delimitamos até onde iria o poder do estado e como este se daria para cada um dos autores.

2.  O Contrato para Thomas Hobbes

 

Na visão de Thomas Hobbes, como sugere a clássica passagem “O homem é o lobo do homem.”, o estado de natureza no qual o homem vive é essencialmente composto por guerras e disputas, uma vez que a para ele o homem tem o direito fundamental à vida e para isso a de se valer de qualquer coisa para garanti-la, sendo “mal” por natureza. Em outras palavras, o indivíduo vive em constante estado preventivo, o que leva o mesmo a contínuas disputas e segundo ele “...a vida do homem é solitária, miserável, sórdida, brutal e curta.”(Hobbes, 1651).

 VEJA O TRABALHO COMLETO AQUI

sexta-feira, 1 de novembro de 2019

Filosofia política


Filosofia política

Os trabalhos forçados e a escravatura contribuíram sobremaneira para a redução do homem negro ao estudo de coisa, de mercadoria susceptível de ser vendida e comprada, um simples instrumento de trabalho e fonte de rendimento das economias ocidentais.
A característica fundamental do africano é ser um guerreiro pela liberdade. As primeiras formas de luta do homem negro pela liberdade foram duas visões:
A primeira acreditava que o negro só se emanciparia plenamente voltando à sua terra natal(África) ; a outra corrente defendia que o homem negro podia viver livre e em pé de igualdade com os brancos sem precisar de sair da América
A primeira  corrente foi defendida pelo jamaicano Marcus Garvey descida de Booker Washington e a segunda por William Edward Burghardt Du Bois.       
                                                

O Marcus Garvey  julgava que os libertadores da raça negra deveriam ser negros autênticos e que o negro só se realizaria plenamente na sua terra natal, em África.e o Garvey não o considerava o Du Bois como sendo negro porque era mulato.No entanto tudo indica que os egípcio eram de raça negra, dados que os antigos escritores e filósofos e da Bíblia são testemunhos oculares que afirmam formalmente que os egípcios eram negros .
O africano era visto como o povo que nunca fizera nada de significativo daí que nos estudos de Maurício Dela fosse,foi revelado que a época medieval africano era,sob muito ponto  de vista, comparável à época medieval europeia
O cardeal António chegou a aceitar que os índios  eram homens,porém preveniu alas Casa  que estender esta humanidade aos negros seria um exagero .
Este estudo revela tão somente que a pretensa inferioridade do negro foi a arma psicológica que o branco inventou para denegrir a sua imagem com o fim último de o dominar.

Uma certa racionalidade
As teorias da mentalidade primitiva pré lógica fizeram um longo eco e, hoje  , a questão já não é saber se a mentalidade negra é lógica, mas que lógica esta procedia no seu desenvolvimento endógeno, quando o período pré colonial
Geralmente os filósofos duvidam da existência da racionalidade no pensamento negro . compreendemos melhor que a simbologia é uma forma superior de conhecimento ; considerando o domínio concreto aquele da organização social podemos constatar que ainda aqui o Ocidente  elaborou unilateralmente princípios que a serem violados,serão considerados não racionais  aqueles que violam. Mas mostremos com um exemplo a falsidade dessa posição.
A sociedade africana está dividida em várias categorias sociais ou casta, encontrando se cada uma afecta a uma actividade económica específica.As nossas casta, contudo,não têm nada  com aquelas da Índia.Socilogicamente,na Índia, o indivíduo pertence a uma casta pelo seu nascimento e as mesmas estão separadas, fechadas.

O começo do nacionalismo
As condições estavam longe de ser favoráveis ao alastramento das ideias nacionalistas por todo o território. Devido a proibição de qualquer associações política,a necessidade sigilo que isso impunha,a erosão da sociedade tradicional e à ausência de uma educação mais moderna na área rurais.
Na maioria dos casos, apenas uma pequena minoria educada estava na em condições de acompanhar os acontecimentos mundiais,de manter contactos adequados com o mundo necessário para compreender o fenómeno da colonização na sua globalidade. As primeiras tentativas de criar um movimento nacionalista a nível nacional foram feitas pelo moçambicanos que trabalhavam nos países vizinhos, onde estavam fora do alcance imediato da PIDE. No início,o velho problema da falta de comunicação levou a criação de três movimentos separados:
UDENAMO (união democrática nacional de Moçambique)formado em 1960, em Salisbury;
MANU (Mozambique África National Union)formado em 1961, a partir de vários pequenos grupos já existentes entre os moçambicanos que trabalhavam no Tanganhica e Quenia;
UNAMU (união Áfricana de Moçambique Independente), fundou por oxilados da região de Tete que viviam no Malawi assim a 25 de Junho de 1962 em Dar-es-Salam (FRELIMO).

Conclusão              

Neste trabalhar tive muitas visões de entre as quais o Du Bois defendia que o homem negro podia viver livre e em pé de igualdade com os brancos sem precisar de sair da América e o Garvey dizia que o negro só se emanciparia plenamente voltando à sua terra natal ( África ) e também o Marcus Garvey não  considerava o Du Bois como sendo negro porque era mulato.o africano era visto como o povo que nunca fizera nada de significativo, no entanto de Maurício Delafosse, foi revelado que a época medieval africano era visto comparável à época medieval europeia


VEJA O TRABALHO COMPLETO AQUI

domingo, 8 de setembro de 2019

Jean Jacques Rousseau (1712-1778)

Jean Jacques Rousseau (1712-1778)

Rousseau nasceu em Genebra, na Suíça e viveu a partir de 1742 em Paris, onde fervilhavam na ideias liberais que culminaram na revolução francesa, em 1798.Conquistou a amizade de Diderot, filosofo do grupo iluminista, entre outros, e que se tornaram conhecidos como enciclopedistas, pelo facto de elaborarem uma enciclopédia que divulgava os novos ideais, a saber : Tolerância  religiosa , confiança na razão livre, oposição a autoridade excessiva , naturalismo, entusiasmo pelas técnicas e pelo progresso.
Rousseau inicia a sua reflexão politica partindo da hipótese de o homem se ter encontrado num estado  de natureza e num outro estado contratual. O primeiro estado e minuciosamente descrito em Discurso sobre a desigualdade entre os homens e o segundo em o Contrato social. Segundo Rousseau ,enquanto os homens <<só se dedicavam as obras que um único homem podia criar e as artes que não solicitavam o concurso de varias mãos, viveram tão livres , sadios , bons e felizes quando o podiam ser por sua natureza e continuaram a gozar entre si das dessoras de um comercio independente; mas, desde o instante em que um homem sentiu necessidade do socorro do outro desde que constatou a um só contar com provisões para, desapareceu a igualdade, o trabalho tornou se necessário e as vastas florestas transformaram se em campos aprazíveis que se impões regar com o suor dos homens e nos quais logo se viu a escravidão e a miséria germinarem e crescerem com as colheitas >> . por tanto a propriedade introduz a desigualdade entre os  homens, a diferenciação entre o rico e pobre , o poderoso e fraco o senhor e o escravo  culminando na predominância da  lei no mas forte .
O  homem e um homem corrompido pelo poder e esmagar  pela violência .
O contrato social ,para ser legitima , deve ser fruto de um consentimento de todos membros da sociedade .cada associado alínea totalmente , na verdade , renuncia a todos os seus direitos a favor da comunidade .
M as como todos abdicam igualmente , na verdade , cada um nada perde , pois este acto de associação produz , em lugar da pessoa particular de cada contratante , um corpo moral e colectivo composto por tantos membros quantos os membros da assembleia , alcançando a sua unidade , o seu eu comum , a sua vontade (democracia directa)
A democracia rousseauniana  critica o regime da democracia representativa ( alguns cidadãos representam o povo nas decisões dos destinos do pais e na elaboração e aprovação das leis) , pois considera que toda a lei não ratificada pelo povo em pessoa e nula. Eis a razão pela qual propõe uma democracia participativa ou directa . só se mantém soberania do povo através da reunião das assembleias frequentes de todos os cidadãos . porem , reconhece que este sistema e aplicável sobretudo nas pequenas sociedades .
Do DIREITO DO MAIS FORTE
O mais forte e suficientemente forte para ser sempre o senhor se não ser transformar a sua forca em direito e a obediência em dever .dai o direito do mais forte conseguido aparentemente por heroína e , na realidade , estabelecido em principio :mas será que nunca nos explicada esta palavra ? A  forca e um acto físico  , não vejo moralidade  pode resultados seus efeitos .Ceder a forca e um acto de necessidade , não de vontade , e , quando muito , um acto de prudência . Em que sentido poderá constituir um dever?

domingo, 25 de agosto de 2019

Epistemologia Contemporânea

 Epistemologia Contemporânea trabalho feito

Na idade moderna a ciência era absoluta e universal, mas na idade contemporânea descobriu-se que isto não era verdade, esta era incerta e aleatória, pois na ciência pode ocorrer urn acontecimento inesperado e a partir dal vai-se reformular a teoria, ou seja, ao contrario das visees tradicionais - comulativas e continuistas - do desenvolvimento da ciência, a epistemologia contemporânea aponta para as ideias de descontinuidade e de ruptura no processo evolutivo da ciência. Kuhn propôs uma analise do desenvolvimento da ciência, repartida por seis estádios que se sucedem uns aos outros: Pre-Paradigmatico; Paradigmático; de Ciência Normal; de Crise; de Revolução e de Novo Paradigma, ou seja, Kuhn encara o desenvolvimento cientifico como uma sequencia de periodos de ciencia normal, nos quais a comunidade cientifica adere a urn paradigma. Estes períodos, por sua vez, são interrompidos por revoluções cientificas, marcadas por crises/anomalias no paradigma anterior, culminando com sua ruptura, e aderindo um novo paradigma.

Epistemologia contemporânea

Ciência ou ciências? Embora habitualmente se fale de ciência ou de conhecimento científico em geral, a prática mostra que a ciência se desenvolve e se manifesta em diversos domínios autónomos, de tal modo que cada um destes domínios constitui uma ciência. Assim, podemos falar da Física, Biologia, História, Matemática, etc., como sendo ciências autónomas, e, ao mesmo tempo, interdepen-dentes. Portanto, não há uma só ciência, mas diversas ciências que apresentam aspectos comuns, os quais nos permitem classificá-las e agrupá-las.

Duas perspectivas sobre a evolução da ciência: continuidade ou ruptura Nesta parte, vamos ver os pontos de vista de alguns autores sobre o desenvolvimento da ciência. Enquanto uns acreditam que o desenvolvimento da ciência é linear e cumulativo, há outros que defendem o contrário: a ciência é revolucionária.

O continuísmo

Dentro desta corrente de pensamento é possível encontrar duas linhas. O continuísmo radicai defende que a ciência evolui de forma linear e acumulativa: linear, porque evolui sempre na mesma direcção, o que significa que os conhecimentos, uma vez estabelecidos, jamais serão postos em causa; acumulativa, pelo facto de os novos conhecimentos se juntarem aos anteriores, como se se tratasse de um celeiro.

Esta concepção da ciência é fruto de alguns pressupostos gnosiológicos, de entre eles: • a associação do conhecimento com o método da verificação, um método que se acha infalível, capaz de discernir a veracidade e a falsidade das hipóteses; • o conhecimento é tomado como fruto de uma entidade fidedigna (a razão humana), que acumula o conhecimento adquirido ao longo do tempo; • a ciência obedece a um processo evolutivo, cujas descobertas se interligam entre si, ou seja, há ligação entre uma descoberta recente e a anterior; • o Homem aprende a ciência de forma gradual, começando pelas coisas mais simples e evoluindo para conhecimentos cada vez mais complexos, criando uma imagem de um conhecimento historicamente linear; • no acto de transmissão da ciência, os seus pontos fracos (erros, hipóteses caducadas) não são revelados, transparecendo ser (a ciência) produto de uma gradual evolução, num itinerário sempre seguro e sem erro algum. 

O confinais-mo moderado considera que esta visão da ciência é irrealista e ingénua. Os factos inerentes ao próprio processo de construção da ciência desnudaram-na, dando origem a uma visão moderada do processo, apesar de ainda existirem defensores e de se acreditar na visão continuísta. Duhem, historiador e filósofo da ciência, por exemplo, não nega que a ciência seja construída de forma continuísta, porém, reconhece que ao longo do processo da sua construção houve erros e correcções dos mesmos. Ele defende que as descobertas científicas de uma época baseiam-se nas investigações e debates de épocas precedentes, em que os erros registados são examinados e corrigidos, constituindo uma autêntica continuidade, havendo ligação entre uma época e outra.

O descontinuísmo

Alguns filósofos da ciência, como Bachelard, A. Koyré, K. Popper e T. Khun, defendem que o desenvolvimento da ciência conhece momentos de descontinuidade, ou seja, rupturas que separam, de forma clara, uma fase da outra. Trata-se de momentos surpreendentes que afectam a legitimidade dos princípios gerais. Aqui nos podemos perguntar: quando é que se diz que os princípios gerais perdem legitimidade?

Para respondermos a esta pergunta temos de assimilar o funcionamento da ciência: na ciência, uma teoria ou conjunto de teorias funcionam sempre ligadas a um princípio geral — o para-digma. Quando este não consegue enquadrar em si as novas descobertas, quando as novas descobertas escapam dos seus «carris», revelando contradições ou lacunas irreparáveis, a comu-nidade científica é forçada a abandonar o antigo paradigma e a conceber um novo que enquadre as novas descobertas e abra caminhos para as novas pesquisas. Vamos agora analisar as reflexões epistemológicas feitas por Karl Popper e Thomas Khun.

A teoria de Karl Popper Popper (1902-1994), filósofo austríaco das ciências exactas e humanas, nega o progresso científico considerado como acumulação de conhecimentos. Aqui reside a sua posição descontinuísta. Ele é da opinião de que a ciência analisa e critica as teorias anteriores, corrigindo--as ou até substitu-indo-as. Portanto, a ciência não progride por acumulação de teorias, mas através de críticas às teorias anteriores e à inovação das mesmas ou até banindo as anteriores para dar lugar a novas teorias capazes e que entram em consonância com a nova realidade científica. Por isso, é legítimo, de acordo com Popper, afirmar que o progresso da ciência não é acumulativo, pois é feito através de revoluções intelectuais e científicas. Popper acredita que a sucessão de teorias tende a aproximar-se cada vez mais à verdade, uma meta por si considerada inalcançável. Para ele, as teorias outra coisa não são senão pontos de vista do senso comum submetidos a procedimentos críticos e, por isso, esclarecidos.

A teoria de Thomas Kuhn

Kuhn faz uma análise fenomenológica das rupturas epis-temológicas, já defendidas pelos seus antecessores. Para o efeito, ele usa expressões como «ciência normal», «anomalia» e «ciência extraordinária», além do conhecido «paradigma», que constitui o centro da sua análise.

a) Paradigma As investigações científicas são feitas de acordo com uma estrutura preconcebida, uma visão geral do mundo, de acordo com os princípios filosóficos aceites na época. A este princípio que regula as pesquisas de uma determinada época chama-se paradigma. Trata-se de uma teoria científica dominante na qual todas as outras se integram. No século XVII, por exemplo, o paradigma científico concebia o mundo como um sistema mecânico regulado por um jogo de forças, contrapondo-se à teoria que defendia que o mundo estava orientado para um fim específico. Outro elemento importante para a compreensão do paradigma é o método. 

O paradigma define especificamente a metodologia apropriada para o desenvolvimento da ciência, nos moldes estabelecidos pelo paradigma. Por esta razão, o conceito de paradigma em Kuhn chega a ser comparado ao credo de uma comunidade religiosa. Assim, a ciência, longe de ser obra de génios isolados uns dos outros, é fruto de acordo das comunidades científicas. O paradigma determina tanto o método de solução dos problemas como os problemas que devem ser resolvidos.

b) A ciência normal e anomalia A ciência normal é o momento em que a comunidade científica desenvolve com sucesso as suas pesquisas mediante o paradigma em vigor. A actividade fundamental neste período é explicar os fenómenos ainda não esclarecidos, enquadrando-os na teoria dominante. Nesta etapa, o seu desenvolvimento (da ciência) é contínuo. O cientista desenvolve as suas pesquisas dentro dos limites estabelecidos pelo paradigma. Ora, quando aparecem problemas científicos que escapam aos limites do paradigma, quando não se enquadra na ciência normal, considera-se anomalia. Por outras palavras, considera-se anomalia um problema cujo paradigma dominante não o capta, para que se mantenha o consenso no interior da comunidade científica, a respeito do paradigma dominante.

 A ciencia normal e anomalia A ciência normal é o momento em que a comunidade científica desenvolve com sucesso as suas pesquisas mediante o paradigma em vigor. A actividade fundamental neste período é explicar os fenómenos ainda não esclarecidos, enquadrando-os na teoria dominante. Nesta etapa, o seu desenvolvimento (da ciência) é contínuo. O cientista desenvolve as suas pesquisas dentro dos limites estabelecidos pelo paradigma. Ora, quando aparecem problemas científicos que escapam aos limites do paradigma, quando não se enquadra na ciência normal, considera-se anomalia. Por outras palavras, considera-se anomalia um problema cujo paradigma dominante não o capta, para que se mantenha o consenso no interior da comunidade científica, a respeito do paradigma dominante.

c) Ciência extraordinária Quando as anomalias se acumulam entra-se num período de crise, pois os fundamentos do paradigma são postos em causa. Imaginemos que, um dia, se venha a duvidar da ressurreição de Cristo, que é a base da fé cristã católica: os cristãos católicos estariam a viver uma autêntica crise. É precisamente isto que acontece na ciência. A acumulação de anomalias abala o paradigma e o comportamento dos cientistas é o de procurar, obviamente, outras teorias e fundamentos que substituam o paradigma que se mostra ultrapassado. Este período de procura de novo para-digma é o que Kuhn chama ciência extraordinária.

d) Revolução científica A revolução científica acontece quando se descobre um novo paradigma. Trata-se de uma nova visão do mundo e de adopção de novos critérios para a interpretação dos fenómenos, ou seja, uma nova forma de fazer a ciência. Significa, literalmente, a superação da crise. A revolução científica implica uma mudança de mentalidade da comunidade científica, no sentido de deixar de crer no antigo paradigma que se mostrou caduco e aceitar, em substituição, o novo paradigma, chegando-se de novo ao estado de equilíbrio a que se chama ciência normal. Doravante, os cientistas resolvem os problemas em conformidade com o novo paradigma, de acordo com as novas formas de resolução de problemas dele assimilados. Deve sublinhar-se que a mudança de paradigma se faz com menor frequência, o que revela certa resistência dos cientistas na adopção de novos paradigmas.

Se há resistência nos cientistas em mudar de paradigma, o que determina a vitória de um novo paradigma? Thomas Kuhn responde que «o triunfo de um novo paradigma pode dever-se a uma grande variedade de factores: a sua capacidade para explicar factos polémicos persistentes, a sua utilidade na resolução de problemas e realização de previsões adequadas e, em não menor medida, a aura e o prestígio dos cientistas que inventam uma nova teoria e a defendem. 

O prestígio pessoal de um cientista é muitas vezes considerado como sendo o resultado ou a prova de um excepcional engenho e inteligência. Mas pode também dever-se ao facto de ter apoios e amizades influentes no mundo das finanças e da política. Para que uma nova teoria se imponha, o seu inventor deve ter uma posição relativamente elevada na hierarquia universitária e facilidade no acesso a financiamento para a investigação». Assim se desvendam os condicionamentos que se escondem no triunfo de um determinado para-digma em relação ao seu rival. São critérios não necessariamente lógicos ou científicos, como nos mostrou Kuhn. Aliás, Michel Foucault, na obra Microftsica do Poder, diz que o poder determina muitas vezes o que é «verdadeiro» e o que é «falso», quer isso corresponda à verdade quer não.

Livro de Filosofia 11ª Classe (Longman) PDF

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Autor: Eduardo Geque e Manuel Biriate
Titulo: Pré - Universitário Filosofia 11
Editora: Longman
Ano de lançamento: 2010
Classe:11ª
Disciplina: Filosofia
Idioma: Português
Tamanho: 29.95 MB





INTRODUÇÃO À FILOSOFIA - 11.ª CLASSE
Código: 09053
Editora: Porto Editora
Última Edição: 2019
Encadernação: Capa mole
Dimensões: 198 x 273 x 10 mm





quinta-feira, 11 de julho de 2019

Vida e obra ( Leviatã)

Vida e obra ( Leviatã)

Thomas Hobbes nascido no 5 de Abril de 1588, na aldeia de Westport, próximo a Malmesbury , no condado Wiltshire, na Inglaterra. Ele morreu  no dia 4 de Dezembro de 1679 (91 anos) hardwick hall, na Inglaterra.

Inglês, oriundo de uma família conviveu com a nobreza, da qual recebeu apoio e condições para estudar, defendeu fortemente o direito absoluto dos reis ameaçados pelas novas tendência liberais. 
Teve contacto com Decartes, Fracis  Bacom e galileu. Preocupou se com a problemática do conhecimento e da politica. A sua doutrina politica encontra se patente nas obras de cive e leviatã.
Para Hobbes, a origem do estado é fruto de um ‘’contracto social’’, decorrendo de conflitos entre os indivíduos na sua óptica, o homem conheceu dois estados: o primeiro é natural e o segundo contratual.
A situação dos homens deixados entregues a si próprio é de anarquia, gerador de insegurança, angustía e medo. Os interesses egoítas predominam e o homem torna se um lobo para outro homem ( homo homini lúpus). As disputas geram uma guerra de todos contra todos ( bellum ommium contra ommes ). 

A situação de guerra não acomoda o homem. O medo e o desejo de paz levara o homem a fundar um estado social e a autoridade politica, abdicando dos seus direitos em favor do soberano, que, por sua vez terá um poder absoluto. 
A renuncia do poder deve ser total, caso contrario se se conservar um pouco que seja da liberdade natural do homem, instaura se de novo a guerra. Este poder exerce se ainda pela forca pois só a iminência do castigo pode atemorizar os homens. Acabe aos soberanos julgar sobre o bem e o mal; ninguém pode discordar pois tudo que o soberano faz  resultado do investimento da autoridade consentida pelo súbdito.

NO Estado natural segundo Hobbes , os homens podem  todas as coisas e, para tanto, utiliza se de todos os meios para atingir conforme esse autor os homens maus por natureza ( o homem é lobo do próprio homem ), pois possui um poder de violência  ilimitado .

Um homem só se impõe ao outro homem pela forca; aposse de algum objecto não pode ser dividida ou compartilhada. Num primeiro momento quando se da adisputa, a competição e a obtenção de algum bem, a forca é usada para conquistar.

Em decorrência desse bom uso da faculdades naturais para a conquista de alguns bens e feita o bom uso da razão, da paixão, da experiencia e da forca física, forma se uma reputação que nada mais é do que ver expresso pelos outros aquele reconhecimento valorativo que se autocofere ( vangloria). Esse reconhecimento é também causada da discórdia porque nenhum homem se vê inferior aos outros e, por isso impõe se  violentamente sobre os outros com superior.

Todo homem é potencialmente uma ameaça ao outro homem e esta é aceita passiva ou activamente. Isso permite um convívio com outros numa relação com ajuda mútua para a manutenção desse fim. Mas ainda assim há outras numa relação que tem fim diferente.

Mesmo promovendo uma regulação que mantenha o respeito e a ordem, cabe decidir quem promovera essa regulação. Aqui há uma direcionamento do poder de violência que cada um para um corpo representativo que vai utiliza – lo para a manutenção do princípio de preservação e paz.
 Portanto, para Hobbes a liberdade absoluta e a evidência da potência das faculdades naturais do homem desencadeiam essa desconfiança recíproca e contínua, gerando medo, o que justificaria a criação de um artifício para solucionar as discordes internas de uma sociedade. O grande Leviatã, o estado é esse artifício humano capaz de sanar essa descordens. Ѐ assim   também que entendemos a criação de lei. O que se denomina juspositivismo nada mais é do que a compreensão que a lei natural deve ser abolida, suprimida pela ordem convencional, artificial, inventada pelos homens tendo em vista um bem comum que é a preservação da vida. 

CONTRATO SOCIAL

O que é contrato social? 
O contrato é um consenso entre os componentes da sociedade e não como um documento firmado em cartório. Para Hobbes é para os outros contratualistas a criação do consenso marca uma transição do estado de natureza para o estado social

 Num estado natural o homem possui liberdade e características naturais que nasci com ele.
Enquanto contrato social de Hobbes propõe um governo superior que controlaria as guerras e conflitos humanos. Dessa forma ele teria todo o poder com governante, que seria transferida do cidadão directamente para ele a fim de manter a vida e paz ( sem guerras e mortes), alem de controlar o ‘’ instinto de lobo’’ do homem. Essa autoridade com o poder absoluto seria leviatã.
‘’com isto se torna manifesto que durante o tempo em que os homens vivem sem um poder capaz de os manter a todos em respeito eles se encontram naquela condição que se chama de guerra; uma guerra que é de todos os homens conta todos os homens’’

(O LEVIATÃ CAPITULO XIII)

Em do cidadão, Hobbes conflito as filosofias politicas de Aristóteles, que considera o homem como um animal social. Para ser um animal social seria necessária uma cooperação constante entre todos os homens, a que para Hobbes não seria possível acontecer se o homem não vivesse em dominação de estado cível.

O poder deferido ao leviatã deveria ser absoluta e ilimitado. Essa sentença é clara e presente  em todas as obras de Hobbes relacionadas a organização da sociedade e por isso, os súditos deveriam decidir toda a organização  do contrato que seria firmado com espadas, e o Leviatã não teria participação na formação dessas decisões apenas em colocá - las em pratica. O objectivo do contrato é de promover a paz

quinta-feira, 4 de julho de 2019

objectivo da filosofia africana

Existência da filosofia africana ou não filosofia africana!
Existência filosofia africana ou filosofia africana.

2. Objectivos
2.1. Objectivo Geral

Demostrar a existência da filosofia africana.

2.2. Objectivos específicos

 Fazer uma análise da filosofia bantu.
Fundamentar a o pensamento africano ou filosofia africana
Analisar a realidade e demonstrar o legado roubado, isto é, filosofia egípcia.

1. Introdução

É óbvio que existe filosofia africana, ou seja, o africano apresenta um pensamento sistemático e organizado. Apesar de existir certos críticos que não acceita ou dúvida a filosofia africana, alegando que o mesmo não existe. Pois,  a filosofia não tem só caracteristicas eurocentrica, mais também possue aspectos afrocentriticas.

Desde do Temples buscou-se uma identidade ou afirmação da filosofia africana, apesar houveram muitas mentes preconceituosas, que não aceitaram o pensamento dos africanos como um pensamento racional, por exemplo, Hegel através da sua dialética trialógica colocava os africanos no estágio de infantilidade, cujo o seu desenvolvimento está estagnado. Também Levy-Bhrul na sua mente, os africanos são povo pré-lógica. Perante tudo isto o povo Bantu estava bem longe de ser considerada como Ser pensante.

Assim sendo, surge algumas inquietações de forma muito explicitas: o que é filosofia? Quando que se considera o pensamento é filósofico ? existe pensamento ou filosofia africana?
Porquê a insistência da filosofia africana?
Nas bases destas questões iremos desenvolver o nosso temas, referindo a dualidade entre a filosfica ocidental e filosofia africana. Isto analisando paulatinamente o pensamntos dos pensadores africanos e sua influência na afirmação da filosofia africana.

2. O que é filosofia?

A procura contínua do significa,  da essência, da natureza filosofia, ou seja, a pergunta o que é filosofia? A sua responda interessa ao homem, pois é muito dificil ouvir perguntas ou que é geografia? o que é matemática ou fisica? Mas muitas vezes a sua resposta (da filosofia), costuma ser dada duma forma muito ironica, absurda e sem fundamentos, por exemplo: “A Filosofia é uma ciência com a qual e sem a qual o mundo permanece tal e qual”. Ou seja, a Filosofia não serve para nada. Por isso, se costuma chamar de “filósofo” alguém sempre distraído, com a cabeça no mundo da lua, pensando e dizendo coisas que ninguém entende e que são perfeitamente inúteis.
A existencia da pergunta tem uma razão ser. Apesar de nossa sociedade de dar interesse no aquilo tem finalidade objectivos práticos e visiveis, como as biologia, matemática, a fisica, etc. “Por isso, ninguém pergunta para que as ciências, pois todo mundo imagina ver a utilidade das ciências nos produtos da técnica, isto é, na aplicação científica à realidade”.

O termo filosofia deriva do grego phílos que vai significar "amigo" ou "amante" e sophía que também sifignifica "conhecimento" ou "saber", assim sendo, a filosofia terá muitas e tantas definições quantas são as correntes filosóficas. Por exemplo,  Aristóteles definiu a filosofia como a totalidade do saber possível que não tenha de abranger todos os objetos tomados em particular; os estóicos, como uma norma para a ação; Descartes, como o saber que averigua os princípios de todas as ciências; Locke, como uma reflexão crítica sobre a experiência; os positivistas, como um compêndio geral dos resultados da ciência, o que tornaria o filósofo um especialista em idéias gerais. Já se propuseram outras definições mais irreverentes e menos taxativas. Por exemplo, a do britânico Samuel Alexander, para quem a filosofia se ocupa "daqueles temas que a ninguém, a não ser a um filósofo, ocorreria estudar.
Marilena Chaui, dá algumas  definições de filosofia, onde ela (filosofia) é definida como visão do mundo de um povo, de uma cultura ou mesmo duma civilização, isto é, a “filosofia corresponde, de modo vago e geral, ao conjunto de idéias, valores e práticas pelos quais uma sociedade apreende e compreende o mundo e a si mesma, definindo para si o tempo e o espaço, o sagrado e o profano, o bom e o mau, o justo e o injusto, o belo e o feio, o verdadeiro e o falso, o possível e o impossível, o contingente e o necessário”[2]. E ainda define a como sabedoria de vida, em que é relacionada com ação de algumas pessoas que pensam
“Para Hountodji a filosofia é um conjunto de textos e de discursos explicitos, literatura de intenção filosófica. Esta definição é contestável , pois a intenção não faz filosofia.”

3. Filosofia Africana

É “inegavel a expectativa do conhecimento do africano (…), não se trata de colocar perguntas se o africano é um ser pensante ou tornar às categorias filosóficas e literaturas que outrora domiram o as mentes preconceittuosas do ocidente”[4]. Desde modo o ocidente não via ou mesmo vê com bons olhos a filosofia africana, pois, Hegel  coloca o pensamento africano no estágio de infantilidade, também Levy-Bhru classifica o povo africano como pré-logico e estático.
Mais com Placide Tempels, o pensamento africano começa ser divulgado com uma certa claridade, apesar de receber muita preconceituasidade pela parte do ocidente. Assim sendo, é erroneo pensar que ou dizer a priori que os africanos não têm idéias sobre as coisas, eles não têm ontologia. Placide ainda acrescenta, que a “etnologia, a lingüística, a psicanálise, a ciência do direito, sociologia e estudos religiosos não podem fornecer conclusões definitivas, após a filosofia e a ontologia do primitivo foram totalmente estudados e descritos. De fato, se os primitivos têm uma visão particular de ser e do universo, a "ontologia" vontade própria a um caractere especial, a cor local, suas crenças e práticas religiosas, seus costumes ao seu direito , suas instituições e costumes, suas reações psicológicas e, mais genericamente a qualquer comportamento.
O pensamento africano é também sistemático, reflexivo e ingador, pois através da linguagem, da religião, dos provébios sobresai o pensar do africano. Se a filosofia é definido como pensamento sistenático, reflexivo e que cria mecanismo para o bem estar, o pensamento africano não esta isanta destes pressupostos. É dai que surge a etnofilosofia, que busca clarificar o pensamento do povo primitivo, arcaicos ou tradicionais.

“A afirmação da existência da filosofia africana encontra uma elaboração sistemática”, pois o simples facto de afirmar que o africano é um homen, logicamente é racional e sendo racional ele possue um pensamento sistemático e possuindo este princípio de racionalidade, o seu pensamento também é racional. No agir e no pensar do africano existe uma filosofia. Desde modo, aquilo que africano produz é a filosofia. Pois para Mbiti a compreensão é uma filosofia, e africano possue esta compreensão da vida, da natureza e das coisas lhe que circunda.

Na formação da civilização grega que deu origem a filosofia, as cultutras africanas deram grande contributo para sua formação. “...os textos disponíveis sobre o antigo Egipto permitem afirmar a existência de uma autêntica filosofia que floresceu nas margens do Nilo”. Desde modo o Egipto abriu caminhos para surgimento da filosofia, os antigos gregos roubaram (legado roubado, 1945 de George G. M. James) suas principais realizações culturais dos egípcios negros, a filosofia grega e as religiões misteriosas da Grécia e de Roma foram roubadas do Egipto. Pois, para George James, os gregos antigos não tinham a habilidade inata para desenvolver a filosofia.
Um dos grandes pensadores moçambicano, Castiano, faz uma crítica aos critica, ou os que dizem a não existência da filosofia africana, pois para ele, “a filosofia dos críticos parece ser uma filosofia envergonhada”. Pois, eles recusam os textos orais, e esqueceram que “à boa maneira platónica que, graças a isso, conseguimos saber o que Sócrates andava a apregoar pelos mercados de Atenas”[8]. Para Anta Diop a origem da filosofia deve ser procurada em África, especial na civilização egípcia, ou seja, o lugar que a Grécia ocupa na história do pensamento científico filosófico, deveria ser ocupado pelo Egipto antigo. “O que a Grécia explorou mais do Egipto foi porém o campo de ideias, particularmente o das ideias filosóficas. Começa-se, por exemplo, pelos nomes dos deuses gregos que foram emprestados do Egipto, seguindo-se também os conceitos, as conexões entre os conceitos e até ambiente”.

Castiano na sua obra referenciais da filosofia africana, salienta que é preciso desmitificar por exemplo, o mito de que Grécia é o berço do saber universal mostrando como muitos gregos tiveram ímpeto de viajar para o Egipto porque consideravam, naquela altura, este território como a fonte do saber e do conhecimento.
Se nós falamos dum pensamento racional dos antigos egípcios, concluímos que sempre existiram os pensadores africanos com um certo nível de desenvolvimento reflexivo como o logos helénico, isto em diversos campos de saber e de ser. 

3. Conclusão

A existência da filosofia africana é dado bem adquerido, não há dúvidas da afirmação do povo africano como um posso que possue um pensamento bem sistematizado e desenvolvido, onde o nivel e intelectual e discursivo é bastante elevado.
A filosofia africana tem os mesmo estatutos epistemológicos tal como da filosofia helenica, já referia Ferrreira na sua análise sobre o pensamento do africano. A filosofia africana de ser vista como as outras filosofias, isto é, do filosfia ocidental.
O pensamento africano tem uma referência subjectiva e objectiva, pois é preciso desmitizar que africa não possue filosofia ou negação da filosofia africana. E este é o tempo de colocar as ideias africanas no centro de qualquer análise que envolve a cultura e o comportamento africano, (afrocentrismo).
A filosofia africana apresenta caracteristicas bem explícita e analítica, desde modo é erroneo considera-la como pré-lógica, sem fundamento ou sem referências, no agir ou na acção do africano existe bem patente o aspecto da filosfia
Devemos lutar para validação da oralidade, pois este marco é muito relevante na filosofia africana, pois existe grandes conhecimento no na filosofia helenica, que fora passado através da oralidade.

5. Bibliografia

CASTIANO, José P. .(2010) Referenciais da filosofia africana: em busca da intersubjectivação. Ed. Ndjira, 1a ed. Maputo.
 CHAUI, Marilena.(2005). Convite à Filosofia. Ed. Ática, São Paulo.
FERREIRA, Alberto João. Texto de apoio, História do pensamento africano moderno.
SEVERINO, Elias Ngoenha. (1993). Das independências às liberdades, Ed. Paulistas, Maputo.

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