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terça-feira, 10 de setembro de 2019

Noções de Inspecção de Carnes


Noções de Inspecção de Carnes
Apesar dos avanços na área de saúde pública com o objectivo de proteger o homem contra as doenças transmissíveis ao mesmo pelos animais ou seus produtos, e os pesados investimentos que os países realizam para erradica-las, os resultados indicam que as mesmas continuam muito presentes nas diferentes espécies pecuárias constituindo uma ameaça ao homem.
Estas enfermidades são fontes importantes de infecções para o homem, seja pela ingestão de carne e seus derivados ou por contacto directo ou indirecto.
A inspecção sanitária em matadouros reveste-se de grande para a saúde publica, ao excluir do consumo carnes portadoras de patogenia, bem como as que apresentam lesões que as tornam impróprias para o consumo.
Objectivos do programa de Inspecção de Carnes
Os objectivos destes incluem:
1.      Garantir /assegurar que apenas sejam obtidos animais sãos e fisiologicamente normais para o consumo humano e os anormais separados e tratados convenientemente.
2.      Garantir que a carne proveniente destes animais esta livre de doenças, sadia e sem riscos para a saúde humana.
Estes objectivos são alcançados através de procedimento de inspecção ante e postmortem bem como pela esfola, depena, depilação e evisceração com o mínimo de contaminação.
Qualquer procedimento de inspecção deve ser apropriado pelo espectro e prevalência das doenças e anormalidades presentes em cada uma das classes de animais sob inspecção.
Inspecção ante mortem: realizada dentro das 24h que antecedem o abate e repetida se haver cancelamento do abate por mais de um dia visa:
1.      Examinar minuciosamente todos os animais destinados para o abate.
2.      Assegurar que esses animais tiveram repouso apropriado e obter informação clínica de auxilio no diagnostico de doenças e julgamento.
3.      Reduzir a contaminação do local de abate separando animais conspurcados/sujos e condenação de animais adoentados.
4.      Garantir que animais feridos ou com dores e sofrimentos sejam sacrificados de emergência e que são tratados humanamente.
5.      Identificação de doenças notificava para evitar a contaminação do local de abate.
6.      Identificar animais doentes que foram tratados com antibióticos, quimioterapias, insecticidas e pesticidas.
7.      Exigir e garantir a limpeza e desinfecção dos meios transportes utilizados.
A inspecção ante mortem deve ser realizada em local bem iluminado em os animais podem ser examinados individual e colectivamente em repouso ou em movimento. Deve observa-se o seguinte:
1.      O comportamento.
2.      O estado nutricional dos animais { gordo, magro, ect}.
3.      O estado de limpeza.
4.      Sinais de doenças e anormalidades.
As anormalidades procuradas na inspecção ante mortm incluem:
1.      Abdómen avolumado {timpanismo}.
Descargas anormais ou profusões do corpo:
1.      Salivação abundante, corrimento nasal excessivo, lusquia.
2.      Prolapso rectal, vaginal ou uterino
3.      Diarreia sanguinolenta
Anormalidades na cor
1.      Manchas rosáceas ou vermelhas nas orelhas e flancos em suínos.
2.      Manchas azul-escuras no úbere {gangrena}.
Anormalidades no cheiro
1.      Cheiro a acetona na cetose.
Inspecção postmortem: consiste no exame de todos órgãos e tecidos, abrangendo a observação, a apreciação das suas características externas, planco e incisão de gânglios linfáticos correspondentes, alem de cortes sobre os orgaos se necessário. Esta prática e realizado por agentes de inspecção.
Deve ser realizada imediatamente a seguir a evisceração de modo a detectar qualquer anormalidade para evitar que produtos condicionalmente aptos para o consumo não sejam aprovados para o consumo.
Julgamento das carcaças
A condenação ou rejeição das carcaças pode envolver:
1.      Qualquer porção ou a carcaça anormal ou afectada por doença.
2.      Qualquer porção ou carcaça afectada por uma condição que represente risco a saúde.
3.      Qualquer porção da carcaça que aspecto repulsivo aos consumidores.
Contudo, se os animais são stressados, sujos ou superlotados, esfomeados ou sedentas ou se existem muitos germes a sua volta devido mas condições de higiene e limpezas, ou inexistência de um programa de biossegurança, não resistirão aos ataques de patogenia.
Na presença secção, trataremos mais uma vez de algumas doenças que podem afectar as nossas criações pecuárias {bovinas, suínas e avícolas} referindo-nos contudo que muitas destas foram abordadas nos livros das classes anteriores nos capítulos de cada uma das espécies pelo que, recomendamos o recurso a eles.


Doenças
Animais
Causas
Sintomas
Controlo
botulismo
Pato


É preciso eliminar o mais rapidamente possível os animais mortos e limpar muito bem os abrigos. A desinfecção dos abrigos poderá ser feita juntando um pouco de Dettol à água da limpeza. Também nesse caso tome precauções e utilize vestuário de proteção e luvas!
Cólera aviária (pasteurelose)
Doença de Gumboro

Galinha
Causada por um grupo de protozoários, chamados eimérias, ao penetrar na mucosa intestinal das aves, causa lesões que podem levar à morte. As galinhas e frangos caipiras ficam tristes, sonolentas, de asas caídas e com calafrios. Dependendo do tipo de eiméria, as fezes podem se apresentar sanguinolentas.

apresentam dispneia e cabeça arroxeada.
Recomenda-se a imunização de reprodutoras com vacinas inativadas para a transferência de anticorpos passivos para a progênie e Previne-se vacinando os pintinhos no primeiro dia.

tratar as lesões com tintura de iodo glicerinado e antibióticos em água de bebida para evitar infecções secundárias.


1.      Criptococose
Pombo

Causada pelo fungo Cryptococcus neoformans ou pelo Cryptococcus gattii.
Podem afetar pele, próstata, olhos, ossos, urinár sangue.

1.      Evitar alimentar os pombos;
2.      Diminuir a quantidade de água, alimento ou abrigo para os pombos;
3.      Os locais que acumulam as fezes das aves devem ser limpos com água e cloro;
4.      Se for necessário entrar em contato com as aves, utilizar luvas e máscaras protetoras;


Gato



Conjuntivite

Coelho
Inflamações nos olhos os deixam bem inchados e quase fechados. Alem disso, ficam cheios de um líquido amarelo e seroso, como se fosse uma remela contínua; ao escorrer, ele endurece rapidamente e fica grudado na pele.
Forte no interior do ouvido, inflamação e formação de uma secreção espessa, serosa e amarelada. Aos poucos vai engrossando cada vez mais e torna-se uma crosta, grudando na pele e fechando totalmente o ouvido do animal. Quando está em um estágio avançado, apresenta pus, sangue e mau cheiro.  A reação natural do bicho é coçar a região com as patas constantemente.  

Controlo bacteriológico periodicamente.

Eliminar os animais afectados.

Instalações, desinfectar uma vez por mês

Pediculose ou infestação
Cabrito
condições higiênicas do criatório.
  • Diminuição dos índices de parição.
  • Diminuição do crescimento dos animais.
  • Diminuição da produção de leite.
  • Aumento do número de mortes no rebanho.

os caprinos se tornam fracos, magros, com pêlos arrepiados, apresentando diarréia, edema submandibular (papada) e anemia.

Os piolhos podem ser controlados mediante pulverização ou banho dos animais com produtos à base de piretróides
(inseticidas de baixa toxicidade aos animais). Também pode ser utilizada uma calda a base de Melão-de-São-Caetano. prevenir as doenças, é necessário aplicar as técnicas de manejo sanitário de pequenos ruminantes.


Pneumonia Enzoótica
Porco
baixa de imunidade nos suídeos, tornando-os suscetíveis a outras doenças secundárias.

Tosse seca crónica e apatia

diarreia fétida, inapetência, vômitos, manchas azuladas na pele, esterilidade e abortos, leitões natimortos ou com crescimento comprometido, prostração e morte em um curto período (1 a 2 semanas).

Evitar a umidade e o sol muito forte.

os piquentes e parques de criação devem ser localizados em terras férteis e de boa inclinação para que as águas da chuva encontrem fácil escoamento;
- deve-se fornecer aos porcos água boa, abundante e de procedência conhecida;
- manter sempre limpa todas as dependências da criação;
- não introduzir animais de fora, sem prévia quarentena, de 20 dias no mínimo, em local isolado;
- adotar instalações e equipamentos, que permitam uma fácil e radical desinfecção, quando preciso;


Peru



Mastite

Cão
inflamação da glândula mamária.
O contágio acontece por meio do solo, utensílios, dejetos, água e outros locais contaminados que podem atingir a extremidade da úbere. Por isso, todo cuidado e manejo adequado são essenciais.

1.      Como prevenir doenças: dicas para se ter uma saúde melhor. ...
2.      Cuide da higiene. ...
3.      Pratique exercícios físicos. ...
4.      Mantenha uma alimentação saudável. ...
5.      Durma bem. ...
6.      Faça os exames de rotina regularmente. ...
7.      Tome as vacinas corretamente. ...
8.      Mantenha o corpo hidratado.


Papagaio



carbúnculo
Boi
A papeira é causada por deficiência de iodo no pasto consumido pela vacas.
Febre;

Tremedeira;

Claudicação acentuada;

Apatia;

Perda de apetite;

Pulso rápido;

Respiração pesada;

Inchaço dos músculos.
#1 Programe ações de bem-estar animal;

#2 Adapte fisicamente sua fazenda;

#3 Mantenha a vacinação do rebanho em dia;

#4 Forneça ao seu rebanho uma alimentação de qualidade;

#5 Instrua e capacite sua equipe.







segunda-feira, 9 de setembro de 2019

2. A DINÂMICA GRADUAL “DO PODER LOCAL”

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VEJA O TRABALHO COMPLETO 



Índice


1. Introdução

A dinâmica do processo de descentralização territorial é orientada pelo princípio do “gradualismo” que encontra a sua aplicação tanto ao nível do processo de criação das autarquias locais ,  O “gradualismo” na criação das autarquias locais , As razões da escolha do gradualismo , ) Os critérios do gradualismo, As modalidades das transferências de competências.


2. A DINÂMICA GRADUAL “DO PODER LOCAL”

A dinâmica do processo de descentralização territorial é orientada pelo princípio do “gradualismo” que encontra a sua aplicação tanto ao nível do processo de criação das autarquias locais (A) como ao nível da transferência das competências do Estado para autarquias locais (B).

2.1. O “gradualismo” na criação das autarquias locais

Se em alguns países, todo o território nacional encontra-se dividido em “territórios autárquicos”, isto não é, ainda, o caso de Moçambique. Com efeito, o processo de “municipalização” do país, inicialmente, tomou em conta apenas 33 autarquias locais (1997) , e muito recentemente, acrescentaram-se 10 outras autarquias locais (200882) o que faz com que o país conte, hoje, com 43 autarquias locais . O preâmbulo da Lei n.º 10/97, de 31 de Maio esclarece as razões objectivas desta escolha (a) e a lei fixa os critérios (b).
2.1.1. a) As razões da escolha do gradualismo
As razões da escolha do gradualismo estão directamente ligadas à existência de condições mínimas para poder gozar efectivamente da autonomia administrativa, financeira e patrimonial. A reunião destas condições caracteriza o que foi baptizado de “princípio do gradualismo”. Assim, a escolha do princípio do gradualismo explica-se por razões directamente ligadas à existência ou a suficiência de condições económicas e sociais necessárias e indispensáveis para o bom funcionamento da administração autárquica e isto, de forma sustentável. Contudo, alguns autores criticaram o “princípio do gradualismo” defendendo que “O princípio do gradualismo estabelecido pelo legislador limita sem dúvida a afirmação, o desenvolvimento do princípio constitucional do poder local, limita a participação de todos os cidadãos na promoção democrática do desenvolvimento da sua comunidade, bem como priva os cidadãos de terem as mesmas oportunidades de aprofundamento e consolidação da democracia, através da participação nas eleições autárquicas”.
.
2.2. b) Os critérios do gradualismo
Inicialmente (1997), foram escolhidas, como autarquias locais, a capital do país e as 10 capitais provinciais às quais associaram-se 22 autarquias de média importância. O critério de escolhas destas últimas autarquias integrava dois aspectos. O primeiro é geográfico (1 autarquia por província); outro é o resultado da aplicação dos critérios estabelecidos pela lei. O Artigo 5 fala sobre a nalcionalidade:
1. A nacionalidade moçambicana pode ser originária ou adquirida.
2. Os requisitos de atribuição, aquisição, perda e reaquisição da nacionalidade
são determinados pela Constituição e regulados por lei. da Lei n.º 2/97, de 18 de Fevereiro estabelece os critérios para a criação de autarquias locais. Nesta perspectiva, o Parlamento deve tomar em conta:
·         Os factores geográficos, demográficos, económicos, sociais, culturais e administrativos;
·         Os interesses de ordem nacional ou local em causa;
·         As razões de ordem histórica e cultural;
·         A avaliação da capacidade financeira para a prossecução das atribuições que lhes estiverem
·         cometidas.
Assim, a lógica do gradualismo fundamenta-se em factores objectivos. O factor geográfico tem a ver com a localização das vilas propostas, uma em cada província; o factor demográfico tem como indicador o número dos cidadãos eleitores apurados em 1994; o factor económico é caracterizado pela actual capacidade de realização de actividades económicas (produção e comercialização) dos sectores familiar e empresarial; os factores social e cultural são caracterizados pela actual capacidade financeira avaliada e representada pelo grau de dependência de cada vila em relação a subsídios do Estado ao respectivo orçamento. Além dos factores legais já referidos, há a considerar a capacidade actual das infra-estruturas para instalação dos serviços e habitação da Administração Pública em cada vila e o facto de a administração das vilas encontrar-se totalmente integrada na Administração do Distrito.
Assim, o Artigo 5 da Lei n.º 2/97, de 18 de Fevereiro, estabelece uma espécie de "autovinculação limitada". Com efeito, o Legislador impõe-se, previamente o respeito de determinadas regras que têm um conteúdo objectivo no âmbito da criação, extinção e modificação das autarquias locais. É, de alguma forma, uma garantia no que diz respeito à criação de uma autarquia local. Com efeito, a partir do momento em que os requisitos relativos à criação da autarquia local são reunidos será difícil ao órgão competente para criar uma nova autarquia local fundamentar uma recusa da sua criação. É, também, uma garantia no que diz respeito à extinção de uma autarquia local existente. Com efeito, o órgão competente para extinguir deverá, pelo menos, verificar que as condições enumeradas no Artigo 5 da referida lei, que existia na altura da criação da autarquia local, não se encontram reunidas num determinado momento que é susceptível de permanecer. Em certa medida, existe uma competência vinculada por parte da Assembleia da República na apreciação de alguns elementos de facto na sua decisão de criar, extinguir ou modificar as autarquias locais.
Isto quer dizer que a partir do momento em que o Parlamento inicia um processo de criação, extinção ou modificação das autarquias locais, ele é obrigado – deve - conforme nos termos do n.º 2 do Artigo 5 da Lei n.º 2/97, de 18 de Fevereiro - a tomar em conta os requisitos básicos estabelecidos por esta disposição. Mas esta competência vinculada é limitada pelo facto de que a tomada em conta desses factores não exclui outros factores. Por outras palavras, trata-se de uma vinculação mínima. Na apreciação das iniciativas que visem a criação, extinção e modificação das autarquias locais, a Assembleia da República poderá, além desses elementos, considerar outros para a tomada da sua decisão. Todavia, a garantia legislativa é apenas "legislativa". Isto quer dizer que a Constituição não consagra esses factores como constitucionais. O legislador pode, em qualquer momento, voltar a modificar esses requisitos básicos. Mas o processo de municipalização gradual, pelo facto de ser "gradual", implica que ele seja extenso nas restantes vilas, logo que os factores de decisão previstos na lei estejam reunidos ou, por outras palavras, logo que as condições para a instalação da administração autárquica viável e sustentável estejam maduras. Alguns autores questionaram este processo porque este vem de cima para baixo: “Porque não dar maior relevo à vontade popular dentro dos marcos constitucionais?”  e deixar a maior ou menor vontade dos cidadãos determinar o ritmo da descentralização?


5. Bibliografia

GILLES CISTAC, Institucionalização, organização e problemas do poder local, Lisboa, Abril de 2012.
CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. Constituição de 2004, 19 de Nov..doc.





domingo, 8 de setembro de 2019

O Gergelim


Índice



Introdução

O Gergelim e uma planta oleaginosa cultivada desde tempos antiguíssimos na mesopotâmia, índia, Egito, china e Grécia suas sementes eram muito aparecidas como condimento e alimento requisitado e energético.
A planta que da o gergelim compacta e cresce para cima. Possui folhas de tamanho médio na colaboração, fosca. Pode atingir 2 metros de altura. Produz flores brancas arroxeadas. Possuem bastantes folhas produz ainda folhas parecidas com a vagem de onde saem as sementes que consumimos.
 O gergelim e uma planta bastante conhecida entre os brasileiros afinal ele costumam ser utilizado na fabricação de Paes e biscoitos integrais. Esse alimento tem uma ótima composição nutricional rica em cálcio, ferro, vitaminas, fibras e gorduras do bem.
O gergelim possui diversas  propriedades nutricionais assegurando as boas condições de saúde do nosso organismo. A semente e fonte de ferro, cálcio, magnésio e cobre.
Ainda  contem tiamia, zinco, fibras, acido fólico, vitamina B6, triptofano e proteínas.
Essa sementinha ajuda, por exemplo, na prevenção do câncer e diabete. Ainda faz bem ao coração, evita o processo e envelhecimento precoce, ajuda emagrecer, entre outros.
 


Cultura de Gergelim

Gergelim é uma planta oleaginosa cultivada desde tempos antiquíssimos. Na Mesopotâmia, Índia, Egito, China e Grécia suas sementes eram muito apreciadas como condimento e alimento requintado e energético. No túmulo de Ramsés III (século XIII a.C.) pode-se ver em um afresco que os egípcios já adicionavam gergelim à massa do pão. Atualmente, continua a ser de uso popular em países orientais e americanos, onde inclusive se prepara uma bebida com ele que as mulheres tomam para facilitar a secreção láctea quando amamentam.
O local de sua origem é incerto podendo situar-se entre Ásia e a África. De Candolle afirma ser o gergelim originário da ilha de Sonda (África), segundo Caminhoá o gergelim provem da Ásia e da África e, para outros autores, o gergelim é originário apenas da Ásia. Os principais centros de origem e difusão são a Etiópia (centro básico) e Ásia (Afeganistão, Índia, Irã e China).
A planta do gergelim é cultivada desde a antigüidade; no Egito, tempo dos faraós, já se aproveitava o gergelim para obtenção do óleo, os impérios entre os rios Tigre e Eufrates (Ásia Menor) cultivavam comercialmente o gergelim, os orientais – notadamente os indianos- consideravam as sementes do gergelim quase sagradas.
Chegou ao Brasil (Nordeste) trazido pelos portugueses no século XVI; aí foi plantado, tradicionalmente, como ” cultura de fundo de quintal ” ou em pequenas áreas – de separação de glebas – chamadas de terreiros. O produto obtido – grãos – era consumido, a nível de fazendas, e havia raros excedentes para comercialização.
O Sésamo ou Gergelim (Sesamum indicum L.) da família Pedaliaceae, é a oleaginosa cultivada mais antiga do mundo: há mais de 4000 anos, na Assíria e na Babilónia, era já uma oleaginosa altamente cotada. Originária provavelmente da África tropical, é atualmente cultivada extensivamente nas mais variadas Latitudes (Oplinger et al., 1990; Ram et al., 1990 ; Simon et al., 1984).
O nome gergelim foi registrado como sesemtem aproximadamente 1500 a.C., no papiro de Ebers (um rolo de 20 metros de papel, sobre ervas antigas e temperos, descoberto pelo famoso egiptólogo alemão Ebers). Os chineses usavam óleo de gergelim ardente como fuligem para tinta de escrever.
As sementes e seu óleo foram por muito tempo usados na culinária. Escravos da África levaram a semente de gergelim para a América e a Índia Ocidental, na convicção de que traria sorte para eles.

Variedade

As sementes de gergelim contêm uma grande variedade de princípios nutritivos de alto valor biológico:
Lipídios ou gorduras (52%), praticamente todos eles constituídos por ácidos graxos insaturados, o que lhes confere uma grande eficácia na redução do nível de3 colesterol no sangue.
Dentre as gorduras do gergelim, encontra-se a lecitina, que é um foso-lipídio (gordura fosforada) que desempenha uma importante função no nosso organismo. E componente essecial do tecido nervoso, também se encontra no sangue, no sêmen e na bílis e intervém na função das glândulas sexuais.
A lecitina é um poderoso emulsionante, que facilita a dissolução das gorduras em meio aquoso. Uma das suas funções no sangue consiste em manter dissolvidos os lipídios em geral, especialmente o colesterol, evitando assim que se deposite nas paredes das artérias (arteriosclerose). O gergelim é, juntamente com a soja, o vegetal mais rico em lecitina.
 Há muitas variedades (branca, castanha ou preta), que saem das cápsulas das sementes quando estão maduras. Devido à tendência de se dispersarem, as sementes de gergelim destinadas ao comércio são colhidas ainda verdes, e perfeitamente contidas dentro das cápsulas.
A semente, embora pequena, é muito rica, contendo 50% de óleo, que é extraído para uso culinário.Proteinas (20 %) de alto valor biológico, formadas por 15 aminoácidos diferentes com elevada proporção de metionina (aminoácido essencial).
gergelim preto é usado no preparo do gersal (gergelim + sal) que se constitui num dos temperos básicos da culinária e substância da medicina macrobiótica e integral, considerado alimento ideal para tirar a acidez do sangue, para aumentar a atividade e o reflexo cerebral, para combater as doenças venéreas e para fortalecer a pele.
Na culinária caseira usa-se o grão como tempero e dele extrai-se farinha usada como massa para biscoitos, bolachas, bolos, pães e pastas.

Importância econômica

O gergelim pode ter uma grande importância econômica, como venda de produtos, ao comercio e também para a sustentabilidade de famílias moçambicanas.

Importância social

O gergelim possui também uma grande importância como ser uma excelente  fonte de proteínas rico em gorduras do bem e como grande concentração de fibras; Alem disso apresenta também uma grande quantidade de cálcio contendo alto teor de fósforo e ferro e e rico em vitaminas do complexo B.


Conclusão  

Gergelim é uma planta oleaginosa cultivada desde tempos antiquíssimos. Na Mesopotâmia, Índia, Egito, China e Grécia suas sementes eram muito apreciadas como condimento e alimento requintado e energético.
O local de sua origem é incerto podendo situar-se entre Ásia e a África. De Candolle afirma ser o gergelim originário da ilha de Sonda (África), segundo Caminhoá o gergelim provem da Ásia e da África e, para outros autores, o gergelim é originário apenas da Ásia. Os principais centros de origem e difusão são a Etiópia (centro básico) e Ásia (Afeganistão, Índia, Irã e China).
A planta do gergelim é cultivada desde a antigüidade; no Egito, tempo dos faraós, já se aproveitava o gergelim para obtenção do óleo, os impérios entre os rios Tigre e Eufrates (Ásia Menor) cultivavam comercialmente o gergelim, os orientais – notadamente os indianos- consideravam as sementes do gergelim quase sagradas.
As sementes de gergelim contêm uma grande variedade de princípios nutritivos de alto valor biológico:
Lipídios ou gorduras (52%), praticamente todos eles constituídos por ácidos graxos insaturados, o que lhes confere uma grande eficácia na redução do nível de3 colesterol no sangue.
Dentre as gorduras do gergelim, encontra-se a lecitina, que é um foso-lipídio (gordura fosforada) que desempenha uma importante função no nosso organismo. E componente essecial do tecido nervoso, também se encontra no sangue, no sêmen e na bílis e intervém na função das glândulas sexuais.


Bibliografia

portalsaofrancisco . com. br / alimentos / gergelim



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